PROGRAMA “MULHER EM FOCO” DA VEDACIT

VEDACIT –  Em um dos setores historicamente mais masculinos da economia brasileira, a Vedacit vem estruturando uma política contínua de desenvolvimento feminino que conecta diversidade, retenção de talentos e competitividade. A iniciativa, consolidada por meio do programa “Mulher em Foco”, deixa de tratar equidade como pauta sazonal e a integra à estratégia de negócios da companhia.

Criado em 2022, o Mulher em Foco foi reformulado no ano passado e hoje combina desenvolvimento técnico e comportamental com o fortalecimento do posicionamento feminino em ambientes considerados desafiadores.

Segundo dados do IBGE, na construção civil, as mulheres representam menos de 15% da força de trabalho diretamente ligada às atividades operacionais. Mesmo quando consideradas funções administrativas e técnicas, a participação feminina ainda está abaixo da média de outros setores da economia.

E o desafio vai além da contratação. Estudos da McKinsey indicam que ambientes percebidos como hostis ou pouco inclusivos aumentam significativamente a intenção de desligamento entre mulheres, especialmente em setores industriais e de infraestrutura — fenômeno conhecido como “broken rung”, o degrau quebrado na ascensão profissional.

“A iniciativa busca preparar as profissionais não apenas para executar suas funções com excelência, mas para ocupar espaço e permanecer nele”, afirma Juliana Cordeiro, executiva de Gente e Gestão da Vedacit.

Segundo ela, o Mulher em Foco aborda temas como autoconfiança, comunicação assertiva, protagonismo e estabelecimento de limites, reconhecendo que o desenvolvimento feminino passa também pela construção de ambientes de respeito e segurança.

Juliana revela que os resultados já são evidentes. “No ciclo mais recente do programa, 20% das participantes foram promovidas ao longo do período, incluindo uma colaboradora que ascendeu de analista a supervisora. Isso reforça que, quando há estrutura e direcionamento, o pipeline de liderança feminina se fortalece de forma consistente”, salienta a executiva.

Ela conta ainda que a Vedacit estabeleceu como objetivo manter seu quadro funcional entre 45% e 55% de mulheres. Atualmente, o índice está em 43%. “Para acelerar esse movimento, adotamos também medidas estruturais, como ampliar mandatoriamente a presença feminina em processos seletivos e fortalecer a contratação de mulheres em diferentes áreas da organização”.

Outro ponto importante destacado por Juliana é que a atuação não se limita ao ambiente interno. A iniciativa em parceria com o SENAI, idealizada pelo time de Marketing, prevê a abertura de turmas voltadas exclusivamente à formação técnica de mulheres, ampliando o acesso feminino à base da cadeia produtiva da construção civil.

O projeto reflete não apenas o protagonismo da área, mas também a força de uma cultura organizacional sólida, que estimula iniciativas transversais e promove, de forma consistente, a equidade de gênero em diferentes frentes. Ao fortalecer o pipeline desde a qualificação profissional, a empresa contribui para reduzir a disparidade estrutural do setor no médio e longo prazo.

“A diversidade é um elemento central de sustentabilidade do negócio. Em um cenário de alta competitividade e disputa por talentos, criar ambientes em que mulheres possam crescer e obter reconhecimento representa uma vantagem estratégica”, aponta a executiva.

Juliana lembra ainda que o custo de substituição de um profissional pode variar entre 50% e 200% do salário anual, de acordo com a Gallup. “Nesse contexto, retenção passa a ser uma variável econômica”, finaliza.