A PRESENÇA FEMININA NO GRUPO SOPREMA

SOPREMA – As mulheres já representam cerca de 22% da força de trabalho do Grupo Soprema no Brasil, e a presença feminina também tem avançado em áreas produtivas da empresa, tradicionalmente dominadas por homens. O projeto, que tem como objetivo ampliar essa participação em todas as frentes, do chão de fábrica à liderança, tem apresentado resultados positivos, especialmente na redução da rotatividade de funcionários.

A experiência começou em Boituva, cidade do interior paulista, e foi ampliada para todas as unidades da empresa. Segundo Heidy Pena, gerente de Recursos Humanos do Grupo Soprema, as equipes com maior participação feminina passaram a apresentar relações de trabalho mais estáveis em comparação com períodos anteriores.

“Quando trouxemos as mulheres para dentro do ambiente fabril, observamos que essa relação de trabalho se tornou mais duradoura. O índice de rotatividade, que historicamente foi alto, por diferentes motivos, é significativamente menor”, afirma a profissional. Além disso, cerca de 30% das colaboradoras da empresa são mães, conciliando a rotina profissional com responsabilidades familiares.

Mesmo com as características do trabalho fabril, a companhia decidiu ampliar o acesso das mulheres às vagas produtivas. As atividades envolvem diferentes processos industriais, que vão desde a fabricação de materiais para isolamento térmico e acústico até a produção de soluções químicas, como impermeabilizantes, adesivos e resinas, exigindo esforço físico e cuidados específicos durante a operação. Para viabilizar a iniciativa, o Grupo Soprema oferece remunerações compatíveis com o mercado, além de plano de carreira e benefícios trabalhistas. As unidades também passaram por adaptações estruturais, como a criação de vestiários destinados às colaboradoras.

“O trabalho na fábrica envolve atividades operacionais e, em alguns casos, esforço físico. Ainda assim, tivemos resultados muito positivos com a participação das mulheres nas equipes, principalmente em demandas manuais, mas também em comprometimento e permanência na empresa”, diz a gerente de RH.

Presença das mulheres

Hoje, a maior parte das colaboradoras da Soprema atua em funções administrativas e técnicas (63,85%). O projeto prevê participação crescente também em posições de liderança (14,62%), atividades operacionais (11,54%) e no programa de aprendizagem (10%). Entre as profissionais da companhia, a maior concentração está na faixa etária entre 36 e 45 anos (33,85%), indicando um grupo com boa experiência profissional. Ao mesmo tempo, há presença significativa de mulheres mais jovens (26,92% até 25 anos), o que aponta para a formação de novos talentos.

A trajetória de algumas colaboradoras reflete esse movimento dentro da empresa. “Além de garantir o sustento da minha família, o trabalho, aliado ao meu esforço, me proporcionou conhecimento e abriu portas para novas oportunidades. Comecei na área de produção e hoje atuo na área de qualidade, onde tenho muito orgulho de estar e realmente amo o que faço”, diz Elisangela Santos, inspetora de qualidade no setor de laboratório na unidade Rockfibras Boituva.

Para Nahor Junior, gerente de operações do setor industrial da unidade Rockfibras Guararema, a inclusão de mulheres na área produtiva contribui para maior assiduidade e compromisso com os resultados do negócio. “A postura responsável e dedicada é um diferencial que otimiza os processos e fortalece a cultura de excelência, contribuindo para um ambiente mais justo e inclusivo”, completa.